P O R T A D A                 Ilustración de Anxo Pastor para Na terra de Genoveva, de Aurelino Costa.    
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Poemas de
Na terra
de Genoveva

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A JANELA EM LÂMINA

vai insuflar  serões com machos
nas casernas aparta
os feijões brancos dos rojados. Um úbere
tenso espera-te
em Sinai !

Língua anti-aérea lateja em toda
a peninsula e Letícia abrem-se

Cascos de burra e urso marcam o lajedo
molhado: cárcere?

Contentamento móbil da pop
ulaça asperge em sovaco o mórbido e  soalhoso da carie

bufa em estertor e abafa-te em flanela
porque não
goteja de caruncho;

qualquer coisa como sintoma ... ,
baunilha sacara bastante ao nojo !

Ao açucarado felino realço o gânglio
do medo
insubordino o dado
porque não

Lantejoulas e cuecas tudo se vende
e tu
já pensaste na tua casa?

 

 

 



GLÓRIAS


Rio a braços com o mole dos feitos ácidos,
em moça debica um chaço
o que após gorjeia ...

diz, entra
a garganta é tua
lesto vibra.

o fígado,
recheio pimba do belo

aqui, bala a seco
rastejante aponta
o eterno.

 

 

 



A JOSÉ CATULO


Viu passamear todas as procissões
devotado companhante, sábio

de honesto festim mediu a vida
sem código ou pasta

livre
enterrou quase um século de estória

Porque mangas ocultas vestiu fraque
na morte?

Bolino, fausto e inseguro
em sua camisa de popelina
com sapato e tudo ...

em ata pompa

ei-lo
...almente a prumo

ao lado!

 

 

 



PARASITA

é preciso é presenteá-la, assim sossegará, como em pasta mastigá-la > pior

mortandade de facas

a aspiração a salva
+água clara
pastéis com nata

vulva fulmina
o que vegeta não graça ou recompensa
os astros trarão o urinol forte
a croché de restos.

 

 

 

Cubierta de Na terra de Genoveva, de Aurelino Costa.

   
             
          Aurelino Costa, de los poemas Datos sobre el autor
© Anxo Pastor, de las ilustraciones Datos sobre el autor
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